quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quem sabe faz ao vivo.


DOMÍNIO DA POESIA
Para Hilda Araújo

Se eu estivesse envolto
com o brilho das estrelas
Se eu tivesse o esplendor
de uma aurora boreal
Se eu tivesse a singularidade
de um ipê de agosto no sertão
isso não me bastaria, não ficaria satisfeito.

Se eu exercesse a mais eloqüente retórica
os gestos mais dignos, a mais fina ternura
Se eu tivesse o ouvido de Beethoven
a sanfona de Gonzaga, o impressionismo de um Van Gogh
Se eu dominasse os arranjos da linguagem de Machado de Assis
ainda assim eu não estaria completo
repleto de realização.

Eu poderia criar reinos encantados
colocar neles auroras, cheiros, chouriços
e bandas de música do meu Seridó
Mas assim mesmo estaria incompleto
o meu sonho mais utópico:

Faltava ainda o realce da poesia
a recorrer a Caicó, nem mesmo na lua
porque a poesia, Hilda, é tua!
DOMÍNIO DA POESIA
                    Para Hilda Araújo

Se eu estivesse envolto
com o brilho das estrelas
Se eu tivesse o esplendor
de uma aurora boreal
Se eu tivesse a singularidade
de um ipê de agosto no sertão
isso não me bastaria, não ficaria satisfeito.

Se eu exercesse a mais eloqüente retórica
os gestos mais dignos, a mais fina ternura
Se eu tivesse o ouvido de Beethoven
a sanfona de Gonzaga, o impressionismo de um Van Gogh
Se eu dominasse os arranjos da linguagem de Machado de Assis
ainda assim eu não estaria completo
repleto de realização.

Eu poderia criar reinos encantados
colocar neles auroras, cheiros, chouriços
e bandas de música do meu Seridó
Mas assim mesmo estaria incompleto
o meu sonho mais utópico:

Faltava ainda o realce da poesia
a recorrer a Caicó, nem mesmo na lua
porque a poesia, Hilda, é tua!
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